Com popularização da internet, mídia hegemônica perde força

[Dossiê da Década] Com popularização da internet, mídia hegemônica perde força
13 Dezembro 2010

Professor da ufrn critica os meios de comunicação tradicionais e ressalta a importância de uma imprensa plural para a democracia

Por Amanda Cristina Dantas, Helena Velcic Maziviero e Leandro Luis Cunha

Na entrevista abaixo, o professor universitário Juciano de Sousa Lacerda discute assuntos polêmicos relacionados ao jornalismo atual, como a questão das novas mídias, da extinção dos jornais impressos, da obrigatoriedade do diploma para o exercício da profissão e a autocensura na imprensa. Para ele, a imprensa está cada vez mais fechada aos seus propósitos de mercado. Com a expansão cada vez maior da internet como ferramenta de informação, Juciano alerta aos consumidores que é necessário “peneirar”, filtrar e comparar as informações para ter maior dimensão sobre o que se está lendo.

Fotec: Apesar do crescimento das informações em tempo real, estudos comprovam que apenas 12% dos jornais mantidos por veículos de credibilidade tendem a ser substituídos por redes sociais e conteúdos considerados amadores. Diante disso, como você avalia a questão do futuro dos jornais impressos? E a questão da credibilidade no uso da internet como fica?

Juciano Lacerda: Eu acredito que vai haver por muito tempo o jornal-papel. Esse meio vai se adaptar às necessidades da população e vai se segmentar. Com públicos específicos vai perder seu caráter de massa, pois só tem o caráter de massa aquilo que for estendido para rádio e TV. A procura pelo público segmentado será buscado no nicho da internet, mas a mídia impressa não sabe como explorar isso ainda. Uma tentativa vista é a extensão do conteúdo para assinantes. Os sites com seus cadastros ou os já assinantes têm uma senha e podem ser mercadorias para venda aos anunciantes.

Sobre a credibilidade, tem muita gente escrevendo e isso é muito bom do ponto de vista democrático, mas ela será construída na recomendação, no boca a boca. É o que vai acontecer com a internet, em que vão se formando essas “redes de atenção” e, de repente, uma pessoa escreve e as outras vão recomendando. Então, a reputação é de quem recomenda, não de quem escreve. Dentro do circuito do Twitter é bem assim. Dessa forma, o consumidor vai ter que “peneirar”, filtrar e comparar as informações para ter maior dimensão sobre o que está lendo.

Continue lendo a entrevista no site da FOTEC

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Sobre Juciano Lacerda

Juciano de Sousa Lacerda é professor do Curso de Comunicação Social e do Programa de Pós-Graduação em Estudos da Mídia da UFRN. Coordena o LAPECCOS - Laboratório de Pesquisa e Estudos em Comunicação Comunitária e Saúde Coletiva. É membro fundador do INPECC - Instituto Nacional de Pesquisa em Comunicação Comunitária (LECC-UFRJ/LAPECCOS-UFRN/LACCOPS-UFF). Integra os Grupos de Pesquisa PRAGMA/UFRN e Processocom/Unisinos. É membro do Núcleo de Estudos em Saúde Coletiva (NESC-UFRN). É pesquisador da Rede Amlat (Brasil/Venezuela/Equador/Argentina). É Vice-Coordenador do GP Comunicação e Cidadania da Compós (2017-2018). Foi Coordenador do GP Comunicação para a Cidadania da INTERCOM (2013-14).
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