Bruno Fuser fala sobre “Comunicação para cidadania”

Por Cibelle Avelino

O evento está acontecendo hoje, das 8h às 18h, no Laboratório de Comunicação da UFRN (Labcom) e contou com a presença do professor Dr. Bruno Fuser (UFJF) na período da manhã, que falou sobre a comunicação cidadã em tempos de convergência digital  antecipando a mesa redonda com lideranças comunitárias e representantes de projetos. Esse é o I Encontro de Comunicação Comunitária e Alternativa da Região Metropolitana de Natal.

“Como exercer a cidadania hoje com as novas tecnologias?” A cidadania é o exercicio da democracia, é a participação e o direito de voz de cada um em nossa sociedade. Mas ao convergir esse tema com as novas comunicações e o informacionalismo que vivemos hoje, não podemos esquecer da chamada “exclusão digital”.

Fuser afirma que “Os países ricos têm aumentado sua acessibilidade numa velocidade muito maior que os demais países do globo” e cita que “apenas 13% dos habitantes dos países mais pobres possuiem internet” dados de 2009.

O buraco negro está aumentando? É evidente. Mas o espaço midiático é cada vez mais participativo e a comunicação participativa é mudar esse conceito da acessibilidade. “Cidadania é um exercício do diálogo” e o exercicio que se pode fazer é intervir, disputar contra a hegemonia e dar margens aos observatórios da imprensa. Mesmo que infelizmente essa participação seja restringida a todos.

Fuser cita a importância dos “telecentros” na inclusão digital, e chama a atenção para uma educação que se volte para às produções digitais, assim, a inclusao é conpleta, afinal a possibilidade de possuir um e-mail somente fica à beira de uma participação pela qual chamamos atenção no encontro.
O debate seguiu a conferência foi pertinente, abordamos assuntos como o plano nacional de banda larga, o crescente individualismo decorrente e sobre uso passivo das redes como forma de consumo.

Bruno Fuser encerrou a palestra parabenizando a movimentação no Ceará em apoio a criação do Conselho de Comunicação Social.

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Sobre Polliana Araújo

Polliana Araújo é estudante de Jornalismo e inquieta. Nasceu em outubro de 1987 e de lá até aqui não conquistou prêmios, nem grandes quantias de dinheiro, nem fama. Mas também não quer. Só busca o suficiente para budegar com dignidade, ou seja, ter dinheiro sobrando para comprar livros e discos, ir ao cinema todo dia, dar uma vida melhor para a família e se filiar ao Greenpeace. Gosta de um bom papo de ônibus, lugar onde passa a maior parte do tempo. Se desdobra para contar uma boa história e, por isso, dizem que é bem expressiva, por causa dos gestos abertos e tagarelices. É insone, fica escrevendo pelas madrugadas, e idealista, pois dedica seu tempo, também, à preocupação com o funcionamento do mundo e a tentar melhorar as coisas do jeito que pode.
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