Jornal Clarim, o fiscalizador

Com sete anos de existência, o jornal alternativo Clarim Natal iniciou suas atividades especialmente na Zona Norte da capital, mas hoje circula por toda a cidade.

O Clarim é um projeto ousado, com a função de dar voz àqueles que não encontram espaço na grande mídia norte-riograndense. O jornal é uma espécie de fiscalizador em nome da sociedade, sempre cobrando a solução dos problemas apontados pelas comunidades.

“Onde, na maioria das vezes, estas comunidades não são ouvidas, nem atendidas, o jornal divulga o problema, cobra a solução, e acompanha até que se obtenha uma resposta, seja ela positiva ou negativa. Lembrando que nossa luta maior é pelo resultado positivo, melhorando a qualidade de vida de nossa cidade”, comenta Waldilene Farias, editora responsável pela publicação, que, juntamente com Marlon Ramalho, responsável pela parte gráfica do jornal, trabalham arduamente para manter o projeto e permitir que ele circule pela cidade em edições mensais.

Através das lideranças comunitárias de Natal, Waldilene e Marlon mantêm contato com as reivindicações das comunidades e, também dessa forma, colocam o jornal na busca pelo melhor para a população. “O Clarim tem a finalidade de servir de mediador, ou porta-voz das comunidades carentes, fazendo chegar aos órgãos públicos, suas reivindicações e problemas, obtendo resultados satisfatórios através da sua força e credibilidade”, diz a editora.

A atuação do jornal é tão expressiva que Waldilene comenta algumas das matérias feitas pelo jornal que trouxeram bons resultados para a cidade. Ela cita, por exemplo, o atraso na reforma da Unidade de Saúde do Conjunto Gramoré, na Zona Norte de Natal. “A unidade de Saúde estava precisando de reforma e há três anos a Secretaria não dava respostas. Levamos o caso ao Ministério Público, que enviou uma promotora da saúde para fiscalização in loco, onde apenas o Clarim Natal foi permitido acompanhar. Insistimos na cobrança, com publicações de denúncias, resultando no início da reforma. (…) Hoje o posto está quase pronto.”, relata.

Não somente questões ligadas à Saúde entram na pauta do Clarim. Assuntos ligados a religiosidade, políticas públicas, segurança, temas jurídicos e educação também fazem parte. “Muitas escolas fazem do impresso material de aula educativa, abordando determinados assuntos da atualidade”, revela Waldilene.

Atualmente sem sede definida para o funcionamento do jornal, Waldilene diz que os interessados em colaborar com matérias ou pautas para o Clarim podem entrar em contato através dos telefones 8823-7457 (Waldilene Farias) ou 9405-3314 (Marlon Ramalho).

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Sobre Polliana Araújo

Polliana Araújo é estudante de Jornalismo e inquieta. Nasceu em outubro de 1987 e de lá até aqui não conquistou prêmios, nem grandes quantias de dinheiro, nem fama. Mas também não quer. Só busca o suficiente para budegar com dignidade, ou seja, ter dinheiro sobrando para comprar livros e discos, ir ao cinema todo dia, dar uma vida melhor para a família e se filiar ao Greenpeace. Gosta de um bom papo de ônibus, lugar onde passa a maior parte do tempo. Se desdobra para contar uma boa história e, por isso, dizem que é bem expressiva, por causa dos gestos abertos e tagarelices. É insone, fica escrevendo pelas madrugadas, e idealista, pois dedica seu tempo, também, à preocupação com o funcionamento do mundo e a tentar melhorar as coisas do jeito que pode.
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