Coletivo Foque de Comunicação: Imprensa livre no Rio Grande do Norte

Quem vê o nome “Coletivo Foque de Comunicação” não tem noção de quantas ideias e ideais estão aglutinados no projeto. Os idealizadores e fundadores, Bruno Rebouças e Rogério Marques, tiveram a idéia do projeto no final de 2007, ainda na graduação em Jornalismo da Universidade Potiguar (UnP). Após o planejamento e o desenvolvimento do layout, foi ao ar o http://www.foque.com.br.

O maior objetivo do projeto é fazer dele uma alternativa à grande imprensa e sua linha editorial, que nem sempre é de interesse público. Além disso, tem como objetivo formar e informar sobre a realidade, com verdade, além de querer disputar a hegemonia da sociedade com um projeto sem laços políticos e afinidades partidárias.

Fazendo uma imprensa livre, na maior concepção da palavra. Um projeto jornalístico produzido por jornalistas e não por políticos e empresários. A ideia é disputar a hegemonia da sociedade, trazendo sempre um enfoque independente dos fatos. A proposta inicial é essa e permanece assim três anos depois, segundo os idealizadores.
A ideia do nome “Foque” foi dada por Rogério Marques, inicialmente apenas FOQUE. A ideia era abordar a profundidade e não somente o fast-food da grande imprensa, por isso o desejo de ENFOCAR. Foque foi um meio termo interessante, pois vem de enfoque e não há nenhum projeto de comunicação que se aproxima disso.

Não somente um nome, FOQUE é uma ideia que deseja enfocar os temas e aprofundá-los de acordo com o interesse da maioria e não de um determinado grupo. Com o tempo foi-se aperfeiçoando o nome. Como a ideia era de funcionar por meio de um coletivo de colaboradores, incorporou-se o nome COLETIVO.

Por fim, são desenvolvidos serviços em Assessoria de Comunicação, Design Gráfico, Webdesign, oficinas, cursos de comunicação – como de fotografia jornalística e crítica da mídia -, os integrantes resolveram fechar o nome com Comunicação. Então, o nome completo do projeto se tornou Coletivo Foque de Comunicação.

A redação fica no centro da cidade, em uma sala pequena dentro do edifício Samburá. Lá há uma estrutura pequena, mas útil para as necessidades. Internet, água, mesa de reunião, um computador e laptops.
Estão na gaveta projetos comunitários, que por questões financeiras e estruturais ainda não foram desenvolvidos. Esses projetos são oficinas e minicursos voltados para a história em geral, com o quadro Memória Curta e na parte de comunicação, com crítica da mídia, fotojornalismo.
O coletivo conta com os dois fundadores e com a rede de colaboradores, que são os colunista, totalizando seis pessoas. A faixa etária dos integrantes vai dos 24 aos 47 anos. Vale ressaltar que todos que queiram formar um coletivo de comunicação podem fazê-lo, inclusive há a necessidade de novos colaboradores jornalistas (ou estudantes de Comunicação) para manter o projeto.

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Sobre Juliana Bulhões

Mestranda em Estudos da Mídia pela UFRN. @juliana_bulhoes
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Uma resposta para Coletivo Foque de Comunicação: Imprensa livre no Rio Grande do Norte

  1. Em 2012 observei de perto o trabalho do Coletivo Foque de Comunicação, que mostrou o que a imprensa buguesa não mostra. Isso significa disputar a hegemonia da comunicação com a classe inimiga dos trabalhadores.

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